Manutenção automotiva: Troca de óleo incorreta pode reduzir vida útil do carro, ‘conserto é caro’, diz especialista

Realizar a troca periodicamente ou por quilometragem não garante eficácia do motor caso o produto utilizado não seja de qualidade

Um relatório da Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizado em 2020, mostrou que entre janeiro e abril (2020), ocorreram mais de 19 mil ocorrências em rodovias, sendo que, entre as causas, a falta de manutenção dos veículos apareceu em quinto lugar. Dessa forma, a manutenção automotiva é a principal maneira de evitar acidentes na estrada, que são a causa de 45 mil mortes por ano no Brasil.

Cuidar do veículo não apenas garante a vida útil do automóvel, mas é uma forma de prevenir acidentes e zelar pela segurança de todos. Entre os cuidados necessários está a troca de óleo do carro. “Pode parecer algo comum, mas é a parte fundamental que garante a vida do motor. Além da quilometragem rodada, é preciso que a substituição seja feita de acordo com as orientações de um especialista e fabricante do carro”, destacou o presidente do Grupo Contauto, Apolo Figueiredo Rizk.

De acordo com o Presidente do Grupo Contauto, a qualidade e a fabricação dos lubrificantes deve ser levada em consideração na hora de realizar a troca para assegurar a eficácia da manutenção. O processo garante que os fluidos continuem atuando adequadamente sobre as partes móveis do motor e realizando a limpeza de resíduos, que podem ser impurezas ou até mesmo partes metálicas. Além disso, o óleo também ajuda no processo de troca térmica, fazendo com que o motor funcione em condições adequadas.

O que ocorre quando não é realizada a troca de óleo? De acordo com Rizk, as propriedades do óleo se perdem, ele engrossa e as partes móveis do motor trabalham com dificuldade, aumentando o atrito interno. “Em palavras populares é o que chamamos de bater o motor, sendo que o conserto tem um custo muito elevado e a pane geralmente ocorre quando o veículo está em funcionamento, deixando o condutor em uma situação complicada nas vias de trânsito”, alertou o especialista em automóveis.

Qual o melhor tipo de óleo para utilizar? Apolo conta que hoje existem diversos tipos no mercado, mas é preciso entender quais e suas diferenças. “Existe o mineral, semissintético e o sintético, seus componentes são os que lhe diferenciam. O primeiro é feito por meio da mistura de vários compostos, já os sintéticos são produzidos artificialmente por cientistas em laboratórios, dessa forma suas propriedades são controladas. Já os semissintéticos misturam os dois outros tipos”.

Por esse motivo, Apolo destaca a importância de conhecer o fabricante do produtos e o local da compra, porque dessa forma é possível garantir que nenhum tipo de adulteração foi realizada. “Se você usa um produto que não tem qualidade no seu veículo, ou opta por um óleo mais barato e não confiável devido ao valor, pode ter certeza que você está economizando um dinheiro que em breve precisará gastar de maneira triplicada ou mais”, orientou.

Fonte: ComunicAtiva, by Gustavo Lopes.

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